Achado 1
A altura da linha é a cana
Três áreas, duas unidades, dois ambientes, e as linhas quase se sobrepõem. Para cada produtividade da lavoura atual, o gráfico mostra o que se perde reformando já e o que se perde reformando no ano que vem. A linha mais baixa é a decisão certa.
Abaixo de uns 70 t/ha em 2026, a produtividade que chega ao ano seguinte em cima da régua (o PEP), reformar já não perde nada, e adiar perde cerca de R$ 33 por hectare e por ano a mais a cada tonelada a menos. Acima, é reformar já que perde; e, a partir de uns 80 t/ha, reformar no ano que vem também perde: o certo é esperar mais. É por isso que a área do 7º corte espera e a do 4º se reforma.
perda se reformar já (2026)perda se reformar no ano que vem (2027)
- Resultado
- a perda por errar o ano (PEI), em R$ por hectare e por ano, de duas decisões: reformar já e reformar no ano que vem. A linha mais baixa é a decisão certa; onde uma delas vale zero, está o MEOR.
- O que varia
- no eixo horizontal, a produtividade da lavoura atual em 2026 (de 40 a 100 t/ha); nas cores, as duas decisões. As três áreas estão desenhadas; o pontilhado marca a produtividade real de cada uma.
- O que fica fixo
- a TMAR de 25 %, os custos de cada ambiente, preço e ATR, colheita, transporte, indústria.
- As áreas
- N-06 (53 t/ha em 2026, reformar já) · N-07 (59 t/ha, reformar já) · S-05 (84 t/ha, esperar até 2028).
- As diferenças
- em cada ponto do eixo as três áreas recebem a mesma cana, e a cana projetada para o ano que vem sai praticamente igual nas três. O que afasta as linhas vem de fora da lavoura. A S-05 fica acima porque está na outra unidade da Usina MTB, com outra economia por tonelada de cana; o transporte da fazenda pesa pouco. A N-06 e a N-07 são da mesma unidade e quase coincidem: a N-07 tem formação e tratos um pouco mais baratos e transporte um pouco mais caro, e um efeito quase anula o outro. Perto do efeito da cana, essas diferenças são pequenas: é a cana que decide o ano.