Atalho 1
“A TIR mais alta vence.”
Por que engana. A S-05 tem a maior taxa interna de retorno das três áreas da Usina MTB, 121,9 %, porque o capital da lavoura já foi gasto. É a área que deve esperar, não a melhor reforma.
A correção. A régua é o valor. A taxa informa, não decide.
Atalho 2
“A taxa da análise é o WACC.”
Por que engana. O WACC é o custo médio do dinheiro que a empresa já tem. Não diz quanto rende o que ela deixou de fazer.
A correção. A taxa é a TMAR, a Taxa Mínima Atrativa de Retorno: o retorno das oportunidades que ficaram de fora. Ver a página da TMAR.
Atalho 3
“Menor custo por tonelada, melhor decisão.”
Por que engana. É uma falácia comum no setor: como toda tonelada que chega à usina vira mais ou menos os mesmos produtos, o caminho para baratear o açúcar e o etanol seria trazer cana mais barata. Mas, além do capital, a restrição de toda usina é a terra. Com produtividades diferentes, a receita de cada hectare é diferente, e o custo por tonelada não pode ser a régua. Nas três áreas da Usina MTB ele fica entre 162 e 169 reais por tonelada, e as decisões são opostas.
A correção. O resultado se mede na terra: decide-se pelo valor de cada hectare em cada ano de reforma.
Atalho 4
“Mais cortes, mais retorno.”
Por que engana. Sempre há uma lavoura nova pronta para entrar. Cada ano a mais de soca é um ano a menos dela.
A correção. O ano certo é o MEOR, área por área.
Atalho 5
“Sétimo corte, reforma. Quarto corte, espera.”
Por que engana. Na Usina MTB, a S-05, no 7º corte, deve esperar até 2028; a N-07, no 4º, deve ser reformada já.
A correção. A idade entra na conta; não é critério.
Atalho 6
“Na renovação, compara-se com não fazer nada.”
Por que engana. Na renovação não existe “não fazer nada”: a lavoura atual continua lá, custando tratos e produzindo menos.
A correção. A base de comparação é manter a lavoura atual.
Atalho 7
“Projeto arriscado? Sobe a taxa, ou exige payback curto.”
Por que engana. A taxa e o prazo de retorno não enxergam o risco; enxergam só o tempo. Punem igual o projeto seguro que demora e o arriscado que demora, e deixam passar o arriscado que devolve rápido.
A correção. O risco mora nos números do futuro: produtividade, preço, custo. É neles que se trabalha, estimando melhor e testando o que acontece se vierem diferentes. Ver “E o risco?”.